Outono 2022: Previsão climática

A estação chuvosa se despede, e o outono de 2022 começou no dia 20 de março, às 12h32 pelo horário de Brasília. A nova estação será marcada por chuvas ainda frequentes e acima da média na região Nordeste e parte da região Norte, chuva dentro/tendendo para acima da média em parte do Sul e Sudeste, e volumes abaixo do normal no Centro-Oeste. As novas atualizações do La Niña indicam que o fenômeno enfraquece nos meses de abril e maio, tendendo para uma neutralidade climática já em meados de junho e durante o inverno e primavera de 2022. Mesmo que o horizonte de previsão seja distante, uma primavera com neutralidade já  é algo positivo para os padrões de chuva no Brasil, pois desde 2019 a estação tem sido influenciada pelo fenômeno, que impactou diretamente em precipitações abaixo da média na região Sul. Confira abaixo a previsão detalhada por região do Brasil!

SUL

O outono começa com previsão de temporais na região Sul do Brasil, devido ao avanço de uma nova frente fria aliada a um corredor de umidade, que provoca chuva forte e acumulados elevados pelos três estados, em especial na faixa oeste entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. 

O mês de abril terá chuvas frequentes, especialmente entre o norte gaúcho, Santa Catarina e sul do Paraná, que fecham o mês com chuvas acima da média. No sul do Rio Grande do Sul a previsão é de precipitação abaixo do normal, enquanto nas demais áreas o volume de chuva fica próximo à
climatologia. Uma massa de ar frio atua nos primeiros dois dias do mês, mas ao longo de abril não há previsão para intensas ondas de frio que possam trazer geada ampla às principais áreas produtoras.

No início de maio o frio será destaque nos estados do Sul, com temperaturas mínimas que ficarão abaixo dos 5°C desde o Rio Grande do Sul até a metade sul do Paraná. Em áreas de serra e baixada, há risco para geada durante as primeiras horas do dia. No início da segunda quinzena o frio será semelhante, mas menos intenso nas cidades paranaenses. Em relação à chuva, mesmo com o La Niña enfraquecido a tendência é de chuva abaixo da média devido às águas mais aquecidas do Oceano Atlântico Sul, que fazem as frentes frias avançarem de forma mais rápida e afastada da Região.

Em junho, já com a neutralidade climática (sem El Niño ou La Niña ativos), a tendência é de chuva dentro da média, que varia na casa dos 150mm nos três estados. Destaque para uma intensa onda de frio prevista para a segunda quinzena do mês, que manterá os termômetros próximos a 0̣°C em diversos pontos e o risco de geada iminente. 

SUDESTE

Oscilações atmosféricas de grande escala favorecem a ocorrência de chuvas frequentes na faixa leste de São Paulo, Zona da Mata e sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, áreas onde a chuva fica acima da média em abril. Nas demais regiões, os volumes de chuva ficam dentro da climatologia, que varia entre 50mm a 75mm.

Ao longo dos meses de maio e junho, a tendência é de acumulados de chuva dentro da média no Sudeste, mas lembrando que em ambos os meses a chuva normalmente já é espaçada, pouco volumosa, e a climatologia mensal de precipitação abaixo de 70mm.

Em relação às temperaturas, destaque para uma onda de frio mais intensa prevista na segunda quinzena de junho, que até o momento mostra-se capaz de trazer geadas pontuais para o interior de São Paulo, sul e Zona da Mata de Minas Gerais. 

CENTRO-OESTE

Nos primeiros dias do outono de 2022, a combinação típica entre o calor, umidade e um sistema conhecido como ‘’Alta da Bolívia (AB)’’, mantém o tempo instável sobre os três estados do Centro-Oeste e Distrito Federal. No entanto, as chuvas associadas a AB são em muitas vezes mal distribuídas, as pancadas restritas ao final do dia, de curta duração e pouco volumosas. 

Durante o mês de abril naturalmente a chuva enfraquece na região Centro-Oeste. A primeira quinzena será mais chuvosa, especialmente entre o Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, e durante a segunda metade do mês a precipitação gradualmente perde intensidade. Em MT, GO e DF os volumes de chuva ficam abaixo da média, enquanto em MS, os volumes variam próximo à climatologia (100-150mm).

Durante os meses de maio e junho, o início do período seco se concretiza e os volumes de chuva tendem a ficar dentro/tendendo para abaixo da média no Centro-Oeste, que varia entre 50 a 100mm somente. Atenção para uma onda de frio mais expressiva em meados da segunda quinzena de junho, que trará temperaturas baixas e potencial risco de geada em áreas produtoras ao sul de Mato Grosso do Sul. 

NORDESTE

Com a influência do fenômeno La Niña e a temperatura da superfície do mar do Oceano Atlântico Tropical acima da normal, a tendência é de chuva acima da média na faixa norte do Nordeste nos primeiros dias de outono e ao longo do mês de abril. Águas mais quentes permitem um deslocamento mais ao sul – e mais próximo à costa do Nordeste –  da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema causador de chuva durante os meses de outono entre Maranhão e Rio Grande do Norte. O litoral do Rio Grande do Norte e Paraíba também receberão chuvas mais frequentes no
decorrer do mês. O interior da Bahia permanece com chuvas irregulares e abaixo do normal, enquanto nas demais áreas os acumulados ficam próximos à climatologia mensal (50-100mm).

Com o La Niña ativo, os estados da Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia também serão favorecidos com acumulados de chuva acima da média em abril, e os volumes previstos variam entre 80 a 150mm de chuva no decorrer do mês. 

Em maio, mesmo com o La Niña enfraquecido, a tendência é para chuva dentro/tendendo para acima da média em praticamente toda a região Nordeste, mas lembrando que a média no interior da Bahia, sul do Piauí e interior de Pernambuco já diminui consideravelmente se comparada à abril. 

Em junho, os modelos meteorológicos indicam chuvas frequentes e acima da média em toda faixa litorânea do Nordeste, Zona da Mata e Agreste. O Sertão – como naturalmente já se espera – receberá pouquíssima chuva ao longo do mês, e os volumes tendem a ficar dentro da média, que varia somente de 5 a 20mm aproximadamente.

NORTE

Em abril a chuva será volumosa sobre o norte do Amazonas, Roraima, e costa do Pará, com acumulados previstos acima da média. No Acre, Rondônia, Tocantins e interior do Pará, os volumes ficam abaixo do normal, mas isso não quer dizer ausência de chuva, e sim que os acumulados não serão suficientes para alcançar a média histórica, que ultrapassa os 200mm em diversas regiões.

Durante os meses de maio e junho o La Niña aos poucos enfraquece e a chuva diminui nos 7 estados, mas não para por completo. Ambos os meses tendem a um padrão de chuva dentro da média, que varia na casa dos 200 a 280mm em maio,  e 70-150mm em junho. A exceção são os estados do Tocantins e Rondônia em junho,  que possuem uma média de chuvas abaixo dos 40mm.

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